TRUXT

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Urgente: Gripen + fundos para comprar Bolsa com airbag (todos perto de fechar) – Empiricus, 06 de fevereiro de 2018

Estávamos à caça de outras opções legais nesse tipo de fundo desde que a Oceana fechou as portas para
novos aportes. Agora, Miles e Truxt somam-se ao XP Long Biased. Não quis esperar a próxima
publicação porque, dada a disciplina com as posições vendidas, os dois não devem ficar abertos por
muito mais tempo.

Ambos, infelizmente, estão acessíveis somente a investidores qualificados (com mais de R$ 1 milhão em
aplicações financeiras). Como já é de praxe, é óbvio que “choramos” uma mudança de perfil. A Miles
está avaliando essa possibilidade e traremos qualquer novidade aqui, combinado?
Então, abram-se as cortinas. Com você — que trio! — Nimitz, Miles e Truxt.

Por que mais dois fundos long biased?

Se você ainda não sabe o que é um fundo long biased, pare tudo e leia este relatório aqui, de quando
sugerimos produtos do tipo pela primeira vez. Se você já conhece, só vou refrescar sua memória: um
fundo long biased tem viés comprado em Bolsa, da mesma forma que minha mãe sempre teve um viés
comprado no meu irmão. Lembra dessa história? Se começavam gritos no carro, ela colocava a mão
para trás e beliscava a minha perna ou a da minha irmã. Nunca a do meu irmão.

Momento terapia à parte, o fundo long biased pode ter posições compradas em ações, mas também
vendidas (apostando que a empresas vai se desvalorizar na Bolsa). Seja como for, entretanto, ele vai
estar sempre mais comprado do que vendido.

O long biased tem sempre a carteira pelo menos 67% comprada em ações — o que faz, inclusive, com
que tenha a tributação mais vantajosa, de fundo de ações, de 15%, ao contrário dos long & short (dos
quais não gostamos), que começam com 22,5%.

Mas é muito mais do que isso. O mandato de ficar mais comprado ou mais vendido em Bolsa, de acordo
com o cenário, faz do long biased um produto muito versátil. Ele provavelmente vai ficar para trás dos
seus demais fundos de ações em um ano excepcional para a Bolsa, já que tem também posições
vendidas. Em compensação, nos momentos mais difíceis, vai ficar mais fácil suportar o temporal.

O long biased nos parece um tipo de fundo atraente para integrar sua carteira em qualquer momento,
mas tem seu charme especialmente agora, um ano de incertezas eleitorais e externas. “Existe a chance
de que, ao longo de 2018, cada semana seja diferente da outra”, diz Fabiano Custódio, o gestor da Miles,
que você já já vai conhecer.

Só para não perder o costume, reforço que você deve pensar em um fundo de ações para um horizonte
de pelo menos três anos. De preferência, cinco.
Sugerido Truxt Long Bias FIC Multimercado

A Truxt é uma gestora formada pela equipe egressa da ARX Investimentos. A casa carioca tinha sido
comprada pelo banco BNY Mellon em 2001. Encerrado o período de não competição, a equipe, liderada
por Alberto Tovar, montou a nova gestora. A ausência do sócio americano é um bom ingrediente para a
Truxt, agora claramente com a equipe muito mais alinhada em termos de remuneração.

Dentre os sócios está Bruno Garcia, que tocou um fundo long & short bastante reconhecido em seus
tempos de ARX e agora comanda a mesma estratégia – já fechada para novas aplicações – e também um
long biased na Truxt.

Passei anos ouvindo de gestores concorrentes e alocadores que o Bruno é brilhante. Tive a
oportunidade de conhecê-lo em eventos e mais recentemente em um longo papo no escritório da Truxt
no Rio. De fato, o fundo não é somente um rostinho bonito.

Além do desempenho quantitativo claro, a casa tem um gestor atento a todos os detalhes, ágil no ajuste
de posições, cuidadoso com as posições vendidas e com o tamanho do patrimônio ideal para conservar
bons retornos – o que significa que o fundo não deve durar muito tempo mais aberto.

Bruno explora ao máximo as possibilidades de um long biased, variando de fato o tamanho da
exposição à Bolsa. Quando está com a exposição líquida comprada alta demais, também se preocupa
em estruturar proteções com opções, o que ajuda a reduzir a volatilidade. De proteções, você sabe,
gostamos.

Um charme adicional do portfólio é que parte do risco é tomada fora do país, por meio de investimentos
de empresas de outros países latino-americanos. Hoje, por exemplo, faz parte do portfólio B&MA, a
ação da Bolsa argentina. É como comprar B3 há muitos anos, segundo Bruno, com várias oportunidades
de consolidação e avanço de governança pela frente.

A atuação internacional não para por aí. Se a liquidez estiver difícil na bolsa local, a equipe também
tem a opção de montar posições vendidas em algumas empresas brasileiras fora do país, via ADRs, os
recibos de ações brasileiras negociados em bolsas estrangeiras.

Bruno está sempre à caça de oportunidades de curto prazo e não tem amor por posições.
Recentemente, por exemplo, posicionou-se em Usiminas. “Você gosta então de Usiminas…”, retomei no
fim da nossa conversa. E ele rapidamente: “Não, não gosto”. A empresa é aposta especulativa, dentre
outros motivos porque deve ganhar com o avanço do preço da commodity.

A carteira muda bastante, mas o gestor tem suas queridinhas — um conjunto de ações em que mexe
menos, de olho em um prazo maior — como é o caso hoje de Equatorial, Pardini, Multiplan e Aliansce.

O fundo da Truxt infelizmente está disponível somente para investidores qualificados, com mais de R$
1 milhão em patrimônio financeiro.