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‘R$ 4 não é um número cabalístico’, diz José Tovar – Jornal O Globo, 22 de agosto de 2018

Para o sócio-fundador da Truxt Investimentos, a volatilidade deve continuar até a reta final das eleições

RIO – As dificuldades enfrentadas por candidatos reformistas aumentam o incentivo a apostas contra o real, acentuando a desvalorização que vinha sendo pautada pela conjuntura internacional. Essa é a avaliação de José Alberto Tovar, sócio-fundador da Truxt Investimentos, que gere R$ 9 bilhões em seus fundos. Segundo o gestor, a volatilidade cambial deve perdurar até a reta final do pleito, que tenderia a ser definido apenas nos últimos dias.

Como o senhor avalia a escalada do dólar?

– Primeiro, é preciso levar em conta que há um pano de fundo de dólar forte no mundo todo, porque os juros americanos estão subindo e atraem capital que estava espalhado. Esse processo é mais percebido por países emergentes com fragilidades, seja em suas contas externas, seja em sua saúde fiscal, que é o caso do Brasil. Agora, estamos nos aproximando das eleições. O Brasil saiu da Copa do Mundo e entrou na corrida eleitoral. Sempre que há a percepção de que o vencedor do pleito não fará as reformas, o dólar ganha força.

É essa hoje a percepção dos investidores?

– Existe uma preocupação porque as pesquisas têm mostrado que os candidatos de plataforma reformista não estão na liderança. Os extremos estão sendo favorecidos, enquanto o centro não apresenta bons números. O dólar mais alto indica a percepção de que reformas urgentes no campo fiscal, como a da Previdência, podem ser adiadas ou serem feitas com pouca intensidade. O Brasil tem uma carga fiscal altíssima para um país emergente. Isso aumenta o incentivo à proteção entre os investidores, que já existe por si só diante de quadros eleitorais. Além disso, a diferença entre os juros dos EUA e os do Brasil é a menor que já tivemos, tornando mais barato apostar contra o real. Isso tudo eleva as pressões sobre a moeda.

Deve-se esperar maior volatilidade?

– Ela deve aumentar durante as próximas semanas, porque há muita incerteza em torno das eleições. Não sabemos ainda qual será o peso da propaganda eleitoral e temos muitos candidatos com chances de ir para o segundo turno. Além disso, o eleitor médio tem, em geral, muito pouco interesse nas eleições. Sua decisão só deve ser tomada nos últimos dias. Isso eleva as chances de termos oscilações mais intensas no câmbio.

O Banco Central deve intervir agora que o dólar ultrapassou os R$ 4?

O BC só vai intervir se achar que o mercado está disfuncional. É uma decisão dele. E ele tem mostrado que não enxerga um mercado disfuncional. É importante ter em mente que R$ 4 não é um número cabalístico. Antes estava em R$ 3,98 e agora está em R$ 4,01.