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Dólar fecha valendo R$ 4,038 e Bolsa despenca 3% com temor sobre desaceleração global – O Globo 15 de agosto de 2019

Dados fracos nas economias da Alemanha e da China preocupam os investidores

RIO – Os mercados globais tiveram nesta quarta-feira um dos piores pregões do ano, em reação a preocupações cada vez maiores de que nova crise global se aproxima. A divulgação de dados frustrantes sobre as economias de China e Alemanha, prejudicadas pela guerra comercial sino-americana, foi o estopim para quedas em torno de 3% nas principais Bolsas do mundo.

O pessimismo se refletiu no mercado de títulos do Tesouro americano, cujas taxas repetiram comportamento típico de períodos de recessão iminente. No Brasil, o dólar saltou a R$ 4,038, maior valor em quase três meses, enquanto o Ibovespa despencou 2,94%, com todas as ações do índice em queda.

O dia representou uma reversão de expectativas, já que os investidores haviam dormido satisfeitos com a decisão de Donald Trump de adiar para dezembro a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos chineses. Mas a divulgação de dados econômicos decepcionantes trouxe todos de volta à realidade do conflito entre EUA e China, num sinal de que a guerra comercial já afeta a economia global.

BC vai vender dólar à vista

Um deles mostrou que a Alemanha caminha para uma recessão técnica, que significa acumular dois trimestres seguidos de retração da economia. Seu PIB encolheu 0,1% no segundo trimestre e deve voltar a cair entre julho e setembro.

A terceira maior potência exportadora do mundo é afetada pela desaceleração da China, onde vende parte da produção automotiva. O país asiático, por sua vez, informou que sua produção industrial desacelerou para o menor patamar em mais de 17 anos.

A confirmação de que a economia global cresce cada vez menos e que a guerra comercial já tem efeitos concretos foi a senha para que investidores de todo o mundo vendessem ativos de risco e procurassem proteção. O petróleo do tipo Brent caiu 3,2%, a US$ 59,36.

No câmbio do Brasil, que ainda refletia os efeitos da crise na Argentina, desde 28 de maio o dólar não fechava acima de R$ 4. Na noite desta quarta-feira, o Banco Central anunciou uma nova forma de atuação no câmbio e passará a vender dólar das reservas cambiais à vista no mercado pela primeira vez desde fevereiro de 2009, no auge da crise global.

Entre 21 e 29 de agosto, o BC vai oferecer até US$ 550 milhões à vista por dia e, simultaneamente, comprar o mesmo valor em contratos de swapreverso (que correspondem à compra futura de moeda).

A Bolsa de Frankfurt caiu 2,2%. Em Londres, a perda foi de 1,42%. Em Wall Street, Nasdaq e Dow Jones perderam 3%, cada.

Chamou atenção o comportamento dos títulos do Tesouro americano. Os juros dos papéis que vão vencer daqui a dez anos caíram abaixo daqueles que vencem em dois anos. O fenômeno, conhecido como “inversão de curva”, não acontecia nos EUA desde 2007 e prenunciou todas as recessões no país dos últimos 60 anos.

Normalmente, quanto mais distante o prazo, maiores os juros cobrados pelos investidores. Quando a situação se inverte, o mercado manifesta temor sobre o futuro.

A inversão durou pouco tempo, mas foi suficiente para reforçar o pessimismo. Casos semelhantes já tinham ocorrido este ano entre títulos com prazos de três meses e de dez anos, mas a inversão de ontem mostrou que os temores de crise se aprofundaram.

‘Sem noção’, diz Trump

Em vez de culpar a guerra comercial que move contra Pequim, Donald Trump preferiu chamar o presidente do Federal Reserve (BC dos EUA),Jeremy Powell, de “sem noção” e atribuir a ele os indícios de recessão iminente. Ele voltou a pressionar o Fed a baixar juros.

“O spread (diferença de taxas) é excessivo, com os outros países dizendo OBRIGADO ao sem noção Jay Powell e ao BC. A Alemanha e muitos outros estão jogando o jogo!” , tuitou.

Para José Julio Senna, ex-diretor do BC e professor do Ibre/FGV, não se pode ignorar a importância da inversão dos juros, mas é preciso levar em conta o contexto pós-2008. Na crise global, os BCs de países desenvolvidos compraram volume sem precedentes de papéis no mercado para estimular a economia:

— Os programas de compra de títulos provocaram escassez de papéis com prazo maior. O resultado é que essas taxas muito baixas são artificiais. Não está claro que a inversão prenuncia nova recessão.

Para o sócio da Truxt Investimentos, José Tovar, a inversão sinaliza que “ninguém está vendo inflação, logo, crescimento, pela frente.” Para ele, no caso do Brasil, a crise argentina representa mal-estar adicional, mas o cenário reforça a necessidade de o país promover reformas e voltar a crescer:

— O Brasil não vive o fim de um ciclo de expansão como o resto do mundo. Se fizer o dever de casa em equilíbrio fiscal, melhora do ambiente de negócios e volta do crescimento, pode reduzir o impacto da desaceleração global.

https://oglobo.globo.com/economia/dolar-fecha-valendo-4038-bolsa-despenca-3-com-temor-sobre-desaceleracao-global-23875914