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Juros futuros fecham em alta com influência do exterior– Valor 1 de abril de 2020

No fim do pregão de hoje, a taxa do DI para janeiro de 2021 foi de 3,23% para 3,275% e a do contrato para janeiro de 2022 passou de 4,05% para 4,22%
Por Victor Rezende e Lucas Hirata, Valor — São Paulo

Os cenários de incerteza aguda quanto aos rumos da economia global voltaram a se fazer presentes nesta quarta-feira (1º) nos mercados financeiros, o que se refletiu na expressiva recomposição de prêmio ao longo da curva a termo, em especial nos trechos de mais longo prazo.

Nos vértices de prazo mais curto, a percepção de que a fraqueza acentuada da economia deve exigir juros baixos por um período prolongado impediu alta mais forte das taxas, diante de um ambiente bastante adverso para o crescimento, que pode fazer com que o Produto Interno Bruto (PIB) exiba contração de até 5% em 2020.

No fim do pregão de hoje, às 16h, a taxa do DI para janeiro de 2021 foi de 3,23% no ajuste anterior para 3,275%, após ter tocado a mínima histórica intraday de 3,15% mais cedo; a do contrato para janeiro de 2022 passou de 4,05% para 4,22% e a do DI
para janeiro de 2023 subiu de 5,30% para 5,56%. Já a taxa do contrato para janeiro de 2025 avançou de 6,75% para 7,04% e a do DI para janeiro de 2027 foi de 7,48% para 7,79%.

Pandemia


O número de mortes pelo novo coronavírus tem preocupado cada vez mais os agentes do mercado. Números revelados hoje mostram que a França registrou um novo recorde no número diário de mortes e o total, agora, passou de 4 mil. Na Espanha, foi o quinto dia consecutivo com mais de 800 mortes em um único dia e o total de casos já ultrapassou 100 mil. Os números do Canadá também assustaram, com o salto de 1,3 mil casos confirmados, para mais de 9 mil, enquanto nos Estados Unidos, somente o Estado de Nova York teve 7,9 mil novos casos em 24 horas.

Assim, nem mesmo números acima do esperado da atividade industrial chinesa em março repercutiram positivamente, enquanto os sinais de fraqueza na indústria da zona do euro se acumularam. Por aqui, a produção industrial também ficou em segundo plano, com os investidores atentos aos rumos da economia a partir de agora e a perspectiva tem sido cada vez mais pessimista.

Para Mariana Dreux, sócia e gestora do fundo macro da TRUXT Investimentos, falar em uma retração de 3% a 5% do PIB neste ano “parece razoável”, tendo em vista que a retomada da atividade pode demorar um pouco mais. Ela afirma que os mercados trabalham, agora, com a precificação de quanto tempo o “lockdown” deve continuar e aponta para alguns pontos não muito otimistas, como o retorno da quarentena a algumas províncias chinesas, a ausência de uma queda consistente no
número de novos casos na Europa e a extensão da data prevista para o fim do isolamento social em alguns países.

Por aqui, Mariana acredita que os temores do mercado estão sendo precificados na curva de juros, cuja tendência é permanecer inclinada, o que justificou, no mês passado, a postura cautelosa do Banco Central ao optar por não cortar a taxa de juros de forma mais agressiva.

“Se as condições de postura fiscal responsável e retorno à agenda de reformas permitirem, acho que o BC terá espaço para implementar mais afrouxamento. Se essas condições não forem satisfeitas, nos parece que ele não vai forçar a barra no juro de curto prazo e gerar um efeito contraproducente”, afirma.

Para Felipe Niemeyer, da Canvas Capital, o crescimento será ruim e deve demorar para voltar, o que implica em inflação baixa por um período prolongada. “Por isso, as posições em renda fixa nos parecem ser a melhor opção risco-retorno no momento”, afirmou em live promovida pela Monte Bravo Investimentos. Ele avalia que há oportunidades “muito interessantes” na curva de NTN-B, tendo em vista que o juro real está próximo de zero e, na parte intermediária e longa da curva, ele está
acima de 4%.

Niemeyer acredita que o prêmio de risco nos trechos intermediários e longos da curva está “muito alto”, mesmo com os riscos fiscais mais recentes. “Vamos ter uma ampliação dos gastos, mas não por barbeiragem do governo. É algo pontual e que o mundo inteiro está fazendo”, afirma. A Canvas trabalha com inflação próxima a 2% neste ano e seu cenário base contempla uma contração entre 1% e 1,5% no PIB para este ano, embora Niemeyer veja chance de haver uma retração de 3%, a depender
do período de quarentena e da retomada da atividade.

Já o cenário base da Pacífico contempla um tombo de 5,1% no PIB deste ano, conforme o sócio-fundador Eduardo de Carvalho Moreira. Em comentários feitos durante live promovida pelo Modalmais, ele aponta que “há incerteza sobre se podemos ter uma nova onda, o que gera dúvida nas autoridades sobre reverter as políticas de lockdown. Quando pensamos em recuperação, ainda temos dificuldade em saber onde está o fundo do poço e achamos que a recuperação tende a ser um pouco mais lenta à medida que convergimos para um novo mundo”.

Diante de um cenário de depressão econômica, a Pacífico aumentou um pouco as posições aplicadas na parte curta da curva de juros, de acordo com Moreira, “por acharmos que a crise, além de muito recessiva, é desinflacionária”. Ele acredita que, com a inflação em torno do piso da banda neste ano, as altas de juros precificadas na curva ainda em 2020 não devem se cumprir, ou que até mesmo o ciclo de queda da taxa pode ter continuidade.

Em carta referente a março, os gestores da Ibiuna Investimentos apontam ter posições aplicadas na parte curta e intermediária da curva de juros futuros “diante da perspectiva de que a taxa Selic voltará a cair mais cedo do que sinalizado recentemente pelo Banco Central”, ficando inalterada até o início de 2021 pelo menos. Além disso, para eles, com taxas de inflação implícita de médio prazo próximas às metas do BC, “temos também posições aplicadas em juros reais na parte intermediária da curva”.

Ontem, pela sétima sessão consecutiva, os investidores estrangeiros diminuíram no mercado de juros futuros as posições líquidas tomadas em taxa, que podem indicar aposta na alta dos juros, passando para 1.063.272 contratos em aberto, uma redução de 52.753 contratos. Na contraparte, os investidores locais reduziram as posições líquidas vendidas em taxa, que podem indicar aposta em queda de juros, em 30.807 contratos, passando para o total de 4.524.221 contratos em aberto.