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Juros futuros recuam com dólar mais baixo e redução do risco político – Valor, 21 de maio de 2020

Por Marcelo Osakabe

A melhora da percepção sobre o ambiente político local e o dólar em queda levaram os juros futuros a queimarem prêmio em todos os vértices da curva nesta quinta-feira (21).

Principal evento do dia, o encontro do presidente Jair Bolsonaro com governadores

No encerramento da sessão regular, às 16h, o contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro/2021 recuou a 2,495%, de 2,545% no ajuste anterior; o contrato para janeiro de 2022 cedeu de 3,42% para 3,36%; o DI para janeiro de 2023 cedeu de 4,57% para 4,49%; o DI janeiro/2025 passou de 6,54% para 6,41%; e o DI janeiro/2027 baixou de 7,61% para 7,44%.

O encontro desta manhã era cercado de expectativa não só pela discussão sobre o veto ao reajuste de servidores, mas também porque Bolsonaro e os governadores andaram trocando farpas sobre a forma de lidar com a pandemia da covid19. No entanto, o que se viu foram pedidos de união contra as crises de saúde e econômica de ambos os lados.

Também presente no encontro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DM-RJ) defendeu a retomada da agenda reformista após o fim da crise e disse ser a favor de uma reforma administrativa ainda mais dura para lidar com as preocupações crescentes sobre a dinâmica fiscal do país.

Mais tarde, a jornalistas, Maia voltou a defender a retomada dos trabalhos na comissão que analisa a reforma tributária ainda em 2020 e disse ter convicção de que é possível aprovar alguma reforma ainda este ano. Ele também refutou o aumento de tributação.

“Gostei bastante das palavras do Maia e também do [presidente do Senado, Davi] Alcolumbre (DEM-AP). Maia ressaltou importância de retomar as reformas e defendeu uma reforma administrativa mais profunda do que estava sendo discutida antes”, disse o estrategista-chefe do banco Mizuho no Brasil, Luciano Rostagno. “Ajuda a reduzir as preocupações com política fiscal e a sustentabilidade das contas públicas.”

Câmbio
Outro fator que ajuda a curva a fechar é o recuo do dólar, que reage também aos comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em videoconferência realizada pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Campos Neto afirmou que a autoridade monetária continuará atuando no mercado de câmbio sempre que necessário e lembrou que, por causa da valorização do dólar, o nível de reservas subiu em relação ao PIB. “Entendemos que temos um espaço muito amplo de venda de reservas. A gente vai continuar atuando e pode até aumentar a atuação se entendermos que é necessário”, afirmou.

Para participantes do mercado, o tom dos comentários do presidente do Banco Central sobre o câmbio também teria ajudado a moeda americana a perder força.
No entanto, para a gestora do fundo macro da TRUXT Investimentos, Mariana Dreux, o discurso não trouxe novidades sobre a atuação da autoridade monetária nem sinaliza maior preocupação com a dinâmica recente da moeda. Na visão da profissional, o movimento recente é mais ligado ao que se passa no exterior e também a um alívio com a cena política local. “Temos uma onda global de recuperação que começou com as bolsas lá fora e só agora está chegando a ativos de fundamento pior, como moedas emergentes”, disse. Além disso, o clima mais ameno que se esperava na reunião do presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), bem como o refluxo das especulações sobre uma saída de Guedes, ajuda a reduzir o prêmio de risco sobre o real e outros ativos
locais.

Esse alívio de curto prazo, no entanto, não significa que tudo está de volta sob os trilhos, salienta a profissional. A forma com que Bolsonaro tem lidado com a pandemia, que já lhe custa pontos de popularidade, juntamente com os juros nas mínimas históricas e a piora dos cenários econômico e fiscal, devem manter o real ainda pressionado.

Sobre os comentários de política monetária, Dreux considera que o presidente do BC se manteve claro sobre a direção política monetária e as incertezas à frente. “Se a reunião fosse hoje, significaria um corte de 0,75 ponto e uma sinalização de pausa”, diz.

Segundo Campos, um dos assunto que dominou o último encontro do Copom foi a discussão sobre o “zero lower bound”. Parte dos integrantes acredita que não existe motivo para esse limiar, uma vez que o mercado sempre atingiria um novo equilíbrio. Outra grupo, continuou ele, pregou maior cautela ao testar os níveis de juros “porque a gente está num momento onde a queda de juros marginal tem menos valor e, em alguns casos, você acaba tendo um efeito contrário ao esperado.”