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Risco fiscal limita alívio externo e gera cautela – Valor Investe , 11 de novembro de 2020

Preocupações devem voltar com força nos próximos dias, dizem analistas
Por Lucas Hirata e Marcelo Osakabe

Embora o exterior tenha sido favorável à tomada de risco nos últimos dias, o incômodo com a questão fiscal continua a fazer sombra e a limitar ganhos mais robustos no Brasil. De acordo com analistas e gestores, questões como o impasse sobre o teto de gastos ficaram apenas dormentes nas últimas semanas, à espera do fim das eleições municipais, mas devem voltar com força nos próximos dias.

“Tenho a impressão de que o mercado está dando o benefício da dúvida. Passadas as eleições, as reformas precisam voltar à pauta. Caso contrário, tende a ocorrer uma reação negativa”, diz o diretor de investimentos da TAG, Dan Kawa. Para ele, evidência de prêmio de risco, a curva de juros segue bem inclinada, apesar da melhora recente. “Sem reformas, há espaço para altas maiores de juros. “

De fato, o prêmio entre taxas de longo e de curto prazo continua próxima dos maiores patamares do ano. O spread entre a taxa do DI para janeiro de 2027 e a do DI para janeiro de 2022, por exemplo, ficou ontem em 4,04 pontos percentuais, perto do pico de 4,54 pontos de 2020. Da mesma forma, o dólar fechou a R$ 5,3710, acumulando queda de 6,43% em novembro. Ainda assim, o real permanece como a segunda moeda de pior desempenho do ano (25,62%), atrás apenas da lira turca (27,07%).

O receio sobre os próximos meses é grande entre alguns participantes de mercado. De olho no bate-cabeça que se instaurou em Brasília em meio a questões como a eleição para a presidência do Legislativo, alguns temem que uma decisão sobre o teto e o Renda Cidadã se dará no “último minuto”, o que abre risco de forte piora dos preços dos ativos.

Para o executivo-chefe da Truxt Investimentos, José Tovar, o país vive um “cenário binário”, precisando escolher, nos próximos meses, entre manter o teto de gastos e evitar assim uma piora das condições econômicas, ou manter alguma forma de transferência de renda suplementar, como quer o presidente Jair Bolsonaro.

“A dúvida que tenho é se o presidente topa perder a popularidade da ajuda emergencial para garantir o teto. O mercado já precifica muito desse receio, é só ver o dólar perto de R$ 6. Tivemos um alívio passageiro com a eleição de Joe Biden. Agora, será preciso tomar uma decisão”, diz o profissional.

Em outra linha, o economista-chefe da Quantitas, Ivo Chermont, alerta para a necessidade de aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) até o fim do ano ou no começo de 2021. “Se isso não acontecer, você gera quase um ‘shutdown’ do governo”, afirma. “Mas o Orçamento é um debate mais longo. Eu acho que um Orçamento todo dentro do teto de gastos não está no preço”, alerta.

Para o profissional, inclusive, o valor justo do dólar no momento é de R$ 4,80. “Dado que ainda estamos em R$ 5,40, uma preocupação fiscal significativa está embutida no preço”, acrescenta.

O “copo meio cheio” nessa situação é que uma resposta positiva do governo carrega um potencial de melhora muito maior para os ativos que o seu contrário, diz Patrícia Pereira, estrategista da MAG Investimentos. Nesse sentido, seria importante focar no mais urgente: aprovar um orçamento dentro do teto e, possivelmente, deixar a discussão sobre o Renda para mais tarde. “Se conseguir o básico, está muito bom”, diz Patrícia, lembrando de sugestões como a de pautar a reforma tributária continuam a rondar o noticiário.